Bill of lading modelo: número do BL e cada campo do conhecimento
O número do BL fica no campo “B/L No.”; neste modelo é o campo 1. Quem o atribui é o armador ou o agente de carga que emite o conhecimento; para cargas destinadas aos Estados Unidos, todo conhecimento, inclusive o do agente de carga, tem número de até 16 caracteres que começa pelo código SCAC do emissor (19 CFR 4.7a). No Brasil, o conhecimento marítimo é regido pelo Código Comercial (arts. 575 a 589, ainda em vigor): passado à ordem, é transferível por endosso (art. 587), e o Código Civil manda entregar a mercadoria ao destinatário ou a quem apresentar o conhecimento endossado (art. 754). Na importação, o armador ou seu agente informa o Conhecimento Eletrônico (CE) no Siscomex Carga, e o CE genérico (master) só pode ser vinculado a declaração de trânsito — a Declaração de Importação usa o CE único ou o agregado (house). Sea waybill dispensa original; no telex release as vias foram entregues na origem. Na Logistivo, o BL enviado ao chat de uma carga marítima é reconhecido e lido, os contêineres são rastreados e a posição do navio aparece no mapa da carga.
Fonte: Planalto · Receita Federal · UNCITRAL · International Chamber of Commerce · eCFR (US) · Ocean Network Express · Evergreen Line.
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Modelo de bill of lading: preencha direto nos campos
Modelo de bill of lading: preencha direto nos campos — Escreva o número do BL, o contêiner e o lacre num formulário sem marca; a escolha de consignatário e de vias originais carimba nele a regra de entrega.
Formulário-modelo — não é o formulário de nenhum armador ou agente de carga.
A numeração dos campos é deste modelo; a lei lista dados, não campos numerados, e cada armador diagrama o seu formulário.
Os valores nos campos são exemplos, não um embarque real.
O que você digita é lido no seu navegador; só o número do contêiner vai ao nosso servidor para ser conferido.
1. Número do BL (B/L No — Atribuído pelo armador ou agente de carga; é a chave do rastreamento e de toda comunicação sobre o embarque.
2. Embarcador (shipper) (Shipper — Quem entrega a mercadoria ao transportador e figura no conhecimento. — Exemplo: SAMPLE EXPORT A.S. · MERSIN, TR
3. Consignatário (Consignee — Nominativo, “à ordem” ou “à ordem de…”: este campo decide quem recebe a carga.
4. Notificar (notify party) (Notify party — É avisado da chegada do navio; constar aqui não dá direito à entrega. — Exemplo: SAMPLE IMPORTADORA LTDA · SAO PAULO, BR
5. Local de recebimento (Place of receipt — Onde o transportador recebe a carga; pode ser no interior, antes do porto. — Exemplo: GEBZE, TR
6. Porto de embarque (Port of loading — Onde a carga é embarcada no navio. — Exemplo: MERSIN, TR
7. Navio e viagem (Vessel / Voyage No — Nome do navio e número da viagem. — Exemplo: SAMPLE VESSEL · VOY. 000W
8. Porto de descarga (Port of discharge — Onde a carga sai do navio. — Exemplo: SANTOS, BR
9. Local de entrega (Place of delivery — Onde o transportador entrega a carga; pode ser no interior, depois do porto. — Exemplo: CAMPINAS, BR
10. Frete pagável em (Freight payable at — Onde se paga o frete, e se é pré-pago (PREPAID) ou a pagar no destino (COLLECT). — Exemplo: FREIGHT PREPAID · MERSIN
11. Contêiner e lacre (Container / Seal No — Cada número de contêiner vem junto com o número do lacre das portas.
12. Marcas e números (Marks & Nos — Marcas nos volumes que identificam a mercadoria. — Exemplo: SAMPLE/SSZ 1–120
13. Quantidade e espécie de volumes (No. & kind of packages — Quantas caixas ou paletes; o limite de responsabilidade é contado sobre esse número. — Exemplo: 120 PACKAGES
14. Descrição da mercadoria (Description of goods — Declarada pelo embarcador; carga perigosa tem de ser declarada. — Exemplo: MACHINE SPARE PARTS
15. Peso bruto / cubagem (Gross weight / Measurement — Quilos brutos e volume informados pelo embarcador. — Exemplo: 8,450 KG · 58 M³
16. Número de vias originais (No. of original B(s)/L — Quantas vias originais foram emitidas; cada via traz esse número.
17. Local e data de emissão (Place and date of issue — Onde e quando o conhecimento foi emitido. — Exemplo: MERSIN · DD/MM/AAAA
18. Embarcado a bordo (Shipped on board — Anotação de que a carga foi embarcada em navio determinado, em data determinada. — Exemplo: SHIPPED ON BOARD · DD/MM/AAAA
19. Assinatura e transportador (Signature · as Carrier / as Agent — Quem assinou “as carrier” ou “as agent for the carrier”; este campo identifica o transportador. — Exemplo: AS AGENT FOR THE CARRIER
Como se lê o número do BL? — A ferramenta passa o número para maiúsculas, tira espaços, hífens, barras e pontos e aplica uma das regras abaixo.
Número de contêiner — Quatro letras e sete dígitos, com o último batendo com o dígito verificador ISO 6346, é número de contêiner, não de BL: lance-o no campo 11.
Prefixo ONEY — “ONEY” é o prefixo da Ocean Network Express (ONE). A página de rastreamento da própria ONE pede só os últimos 12 caracteres, sem o prefixo.
Outras quatro letras — As quatro primeiras letras costumam ser o SCAC do emissor. Em cargas para os EUA isso é obrigatório: armadores e agentes de carga montam o número como SCAC mais até 12 letras ou dígitos (19 CFR 4.7a). Este prefixo não está na nossa lista verificada; veja quem assinou como transportador no campo 19 ou escolha o armador na lista.
Prefixo igual a um código de proprietário — Se as quatro letras também forem o código de proprietário de contêineres de um armador da nossa lista, a ferramenta indica esse armador. Isso não prova que ele emitiu o BL; confirme na página do próprio armador.
Sem letras — Muitos armadores imprimem o número sem prefixo; o formulário de rastreamento da Evergreen traz o exemplo de 12 dígitos 012345678900. O número sozinho não diz quem o emitiu: veja o campo 19.
A página do armador não encontra nada — Provavelmente é um house BL (conhecimento “filhote”) de um agente de carga ou NVOCC: a ONE informa que o seu sistema não aceita números de house BL atribuídos por NVOCC ou agente de carga. Peça ao agente o número do master BL ou rastreie pelo contêiner. No Siscomex Carga é a mesma estrutura: o CE genérico (master) é desconsolidado pelo agente de carga em CEs agregados (house).
Mais de 16 caracteres — O teto de 16 caracteres é regra da declaração aduaneira dos EUA (19 CFR 4.7a); um número mais longo não é inválido por isso.
Como se leem os números de contêiner e de lacre? — O número do contêiner vai ao nosso servidor e passa pela mesma conferência ISO 6346 da ferramenta de rastreamento de contêineres da Logistivo; nenhum e-mail ou outro dado é enviado. O lacre não é validado.
Formato e dígito verificador — Quatro letras (código de proprietário de três letras mais a letra de categoria U, J ou Z), número de série de seis dígitos e um dígito verificador. As letras valem de A=10 a Z=38, pulando 11, 22 e 33; os dez primeiros caracteres são multiplicados por 1, 2, 4 … 512 e somados; o resto da divisão da soma por 11 é o dígito verificador, e resto 10 vira 0.
Código de proprietário — As quatro primeiras letras identificam o DONO do contêiner, não o armador que o transporta nesta viagem. A nossa lista separa contêineres de armadores e de locadoras.
Contêiner alugado — O contêiner de uma locadora roda para muitos armadores; pelo número não se descobre o armador. Veja o campo 19 do BL.
Número do lacre — O lacre não tem dígito verificador para validar. A regra de declaração dos EUA lista o contêiner e o seu lacre juntos sob o número do BL (19 CFR 4.7a).
De quem é a descrição num contêiner lacrado? — Num contêiner cheio e lacrado, a descrição do conteúdo é do embarcador (“shipper’s load and count”, 19 CFR 4.7a). O Código Comercial já previa a cláusula: se a carga não foi entregue por número, peso ou medida, ou há dúvida na contagem, o capitão pode declarar no conhecimento que esses dados lhe são desconhecidos (art. 582).
Conferir na entrega — Na entrega, confira o lacre com o BL; quem recebe deve conferir a mercadoria e reclamar logo, sob pena de decadência, e, se a perda parcial ou a avaria não for perceptível à primeira vista, tem dez dias a contar da entrega para denunciar o dano ao transportador (Código Civil, art. 754). Para carga alfandegada, a vistoria de avaria ou falta deve ser feita no mesmo dia da descarga (Decreto-Lei 116/1967, art. 5º).
Campo do consignatário: quem recebe? — O modo como o campo é preenchido decide quem pode apresentar o conhecimento no destino. O Código Comercial permite omitir o nome do consignatário quando o conhecimento é à ordem (art. 575) e diz que, passado à ordem, é transferível e negociável por endosso (art. 587).
Nominativo — CONSIGNEE LTDA — Conhecimento ao consignatário nomeado: a carga é entregue a ele (Código Civil, art. 754).
À ordem — TO ORDER — “TO ORDER” sem mais: pela prática internacional, à ordem do embarcador, que endossa.
À ordem de banco — TO ORDER OF BANCO — O banco é quem dá a ordem e endossa; comum em carta de crédito.
Endosso em branco — TO ORDER · ENDORSED IN BLANK — Endossado sem nomear o endossatário: apresenta quem tem a via na mão.
Ao portador — TO BEARER — Transfere-se pela simples tradição; o portador é o titular.
Número de vias originais: quantas são? — O capitão assina todas as vias que o embarcador exigir, do mesmo teor e data, com o número da via; uma fica com o capitão e as outras pertencem ao embarcador (Código Comercial, art. 577). A lei não fixa o número; o usual é três (3/3), e a carta de crédito costuma exigir o jogo completo.
3/3 — THREE (3) ORIGINALS — Três vias originais emitidas.
2/2 — TWO (2) ORIGINALS — Duas vias originais.
1/1 — ONE (1) ORIGINAL — Uma via original.
0 · Sea waybill — SEA WAYBILL · NON-NEGOTIABLE — Sem original; não se endossa.
Express / telex release — ORIGINALS SURRENDERED AT ORIGIN — Todas as vias entregues ao transportador na origem (termo de prática).
BL eletrônico (eBL) — ELECTRONIC BILL OF LADING — Conhecimento eletrônico, transferido numa plataforma.
O que é preciso entregar no destino, caso a caso? — O campo do consignatário e o número de vias originais são lidos juntos. A sua escolha fica destacada; todos os casos continuam na lista.
1 via · consignatário nomeado — Entrega-se uma via original; a carga vai ao consignatário nomeado. — O consignatário nomeado no conhecimento, com identificação. — Uma via original do jogo, com quitação. — O Código Civil manda entregar a mercadoria ao destinatário ou a quem apresentar o conhecimento endossado (art. 754); havendo dúvida sobre quem seja o destinatário, o transportador deposita a mercadoria em juízo se não conseguir instruções do remetente (art. 755). Na prática dos armadores, o conhecimento nominativo também é recolhido na entrega. — Código Civil arts. 754–755 · Código Comercial art. 575
1 via · endosso do embarcador — “À ordem” é ordem do embarcador: apresenta-se uma via endossada por ele. — Quem estiver no fim da cadeia de endossos. — Uma via original com a cadeia de endossos completa. — Passado à ordem, o conhecimento é transferível e negociável por endosso (Código Comercial, art. 587). A lei brasileira não diz de quem é a ordem quando o campo traz só “TO ORDER”; a prática internacional e os códigos que a escreveram (HGB § 513 alemão, art. 1228 do código turco) entendem que é a do embarcador. Até ele endossar, o comprador não retira a carga. — Código Comercial art. 587 · Código Civil art. 754
1 via · endosso do banco — À ordem de um banco: apresenta-se uma via endossada pelo banco. — Quem o banco endossar, no fim de uma cadeia contínua. — Uma via original com o endosso do banco. — Na carta de crédito o BL costuma ser emitido “à ordem do banco emissor”: pago o crédito, o banco endossa a via e a entrega ao importador, que então retira a carga. O banco confere a apresentação do jogo completo de originais exigido no crédito (UCP 600, art. 20). — Código Comercial art. 587 · UCP 600 art. 20
1 via · quem apresentar — Ao portador ou endossado em branco, é entregue a quem apresentar. — Quem estiver de posse da via original. — Uma via original do jogo. — Uma via perdida ou furtada pode ser apresentada por quem a tiver: guarde-a como dinheiro. Se o capitão souber que há diversos portadores das diferentes vias do mesmo conhecimento, ou se houver sequestro, arresto ou penhora, deve pedir o depósito judicial da carga (Código Comercial, art. 583). — Código Comercial arts. 583, 587
Sem via · entrega com identificação — O sea waybill não é apresentado; a carga vai ao consignatário nele indicado. — O consignatário identificado no sea waybill. — Nenhuma via; o consignatário se identifica. — O sea waybill é um recibo que prova o contrato e indica a quem entregar, mas não é título negociável: não se endossa nem se apresenta. A ONE o descreve como documento não negociável e que não é título de propriedade da carga. No Siscomex, o que vale para a aduana é o CE informado pelo armador, qualquer que seja o documento em papel. — ONE eBL FAQ · IN RFB 800/2007
Conflito · waybill não é “à ordem” — O sea waybill indica o consignatário; “à ordem” ou “ao portador” é linguagem de conhecimento. — Indefinido: o documento precisa indicar a quem entregar. — Corrija primeiro o tipo de documento: waybill nominativo ou conhecimento à ordem. — Cláusula de entrega “à ordem”, “ao portador” ou “à ordem de pessoa nomeada” é o compromisso de entregar contra o documento (Regras de Hamburgo, art. 1º, item 7), o que contradiz um documento que dispensa original. — Regras de Hamburgo art. 1(7)
Entregue na origem · liberado por mensagem — Todas as vias foram devolvidas na origem; o armador libera a carga ao consignatário por mensagem. — O consignatário nomeado no conhecimento. — Nenhuma via no destino; o jogo completo está com o transportador. — “Express release” e “telex release” são termos de prática, não da lei. A lógica: com todas as vias nas mãos do transportador, nenhum outro portador pode aparecer. O Código Comercial vai no mesmo sentido ao exigir a devolução de todas as vias antes de qualquer nova consignação (art. 579). — Código Comercial art. 579
Entregue na origem · instrução do embarcador — O jogo completo de um BL à ordem foi devolvido na origem; a carga vai a quem o embarcador indicar. — O consignatário que o embarcador indicar ao transportador. — Nenhuma via no destino; o consignatário confirma a liberação com o armador. — O embarcador não pode variar a consignação por novos conhecimentos sem antes entregar ao capitão todas as vias assinadas; o capitão que assinar novos conhecimentos sem recolher todas as vias do primeiro responde aos portadores legítimos (Código Comercial, art. 579). — Código Comercial art. 579
eBL · transferência em plataforma — O conhecimento eletrônico é transferido na plataforma usada pelas partes e apresentado nela para a entrega. — Quem detém o controle do eBL na plataforma. — Sem via em papel; o eBL é devolvido ao transportador na plataforma. — Não confunda com o CE do Siscomex: o CE é a declaração eletrônica do conhecimento à Receita Federal (IN RFB 800/2007, art. 2º, XI), não um título negociável. O eBL negociável funciona em plataformas cujas regras as partes aceitam. Cópia escaneada ou PDF de um BL em papel não é eBL (ONE eBL FAQ). — IN RFB 800/2007 · ONE eBL FAQ
Mudar a consignação ou entregar antes do destino — O embarcador não pode variar a consignação por novos conhecimentos sem entregar antes ao capitão todas as vias que ele assinou; quem assina novos sem recolher todas as vias responde aos portadores legítimos (Código Comercial, art. 579). Código Comercial art. 579
Entrega sem via original — Alegando-se extravio dos primeiros conhecimentos, o capitão não é obrigado a assinar segundos sem que o embarcador preste fiança pelo valor da carga (Código Comercial, art. 580). Pela mesma lógica, o armador que entrega sem original pede garantia ou carta de indenização, porque continua exposto ao portador legítimo. Código Comercial art. 580
Códigos de proprietário de contêiner na nossa lista — MSCU → MSC — Mediterranean Shipping Company (armador) · MEDU → MSC — Mediterranean Shipping Company (armador) · MSDU → MSC — Mediterranean Shipping Company (armador) · MRKU → Maersk (armador) · MSKU → Maersk (armador) · MAEU → Maersk (armador) · CMAU → CMA CGM (armador) · CGMU → CMA CGM (armador) · ECMU → CMA CGM (armador) · APZU → CMA CGM (armador) · CSNU → COSCO Shipping (armador) · HLXU → Hapag-Lloyd (armador) · HLBU → Hapag-Lloyd (armador) · HLCU → Hapag-Lloyd (armador) · UACU → Hapag-Lloyd (armador) · ONEU → Ocean Network Express (ONE) (armador) · NYKU → Ocean Network Express (ONE) (armador) · KKFU → Ocean Network Express (ONE) (armador) · EGHU → Evergreen Line (armador) · EGSU → Evergreen Line (armador) · EISU → Evergreen Line (armador) · EMCU → Evergreen Line (armador) · YMLU → Yang Ming (armador) · YMMU → Yang Ming (armador) · HMMU → HMM (armador) · HDMU → HMM (armador) · ZIMU → ZIM (armador) · ZCSU → ZIM (armador) · PCIU → Pacific International Lines (PIL) (armador) · PILU → Pacific International Lines (PIL) (armador) · WHLU → Wan Hai Lines (armador) · WHSU → Wan Hai Lines (armador) · OOLU → OOCL (armador) · OOCU → OOCL (armador) · ARKU → Arkas Line (armador) · TCLU → Triton International (locadora) · TCNU → Triton International (locadora) · TRHU → Triton International (locadora) · TLLU → Triton International (locadora) · TRLU → Triton International (locadora) · TEMU → Textainer (locadora) · TGHU → Textainer (locadora) · GESU → Textainer (locadora) · GATU → Textainer (locadora) · CAIU → CAI International (locadora) · BMOU → CAI International (locadora) · BEAU → CAI International (locadora) · FCIU → Florens (locadora) · CBHU → Florens (locadora) · DFSU → Florens (locadora) · CCLU → COSCO SHIPPING Development (Asia) (locadora) · CSLU → COSCO SHIPPING Development (Asia) (locadora)
Sites dos armadores e páginas de rastreamento — MSC — Mediterranean Shipping Company — https://www.msc.com/en/track-a-shipment · Maersk — https://www.maersk.com/tracking · CMA CGM — https://www.cma-cgm.com/ebusiness/tracking · Hapag-Lloyd — https://www.hapag-lloyd.com/en/online-business/track/track-by-container-solution.html · COSCO Shipping — https://elines.coscoshipping.com/ebusiness/cargoTracking · Ocean Network Express (ONE) — https://ecomm.one-line.com/one-ecom/manage-shipment/cargo-tracking · Evergreen Line — https://www.evergreen-line.com/ · ZIM — https://www.zim.com/tools/track-a-shipment · HMM — https://www.hmm21.com/ · Yang Ming — https://www.yangming.com/ · OOCL — https://www.oocl.com/eng/ourservices/eservices/cargotracking/ · Wan Hai Lines — https://www.wanhai.com/ · Pacific International Lines (PIL) — https://www.pilship.com/ · Arkas Line — https://www.arkasline.com.tr/
Quando o BL de verdade chegar, ponha na carga: campos lidos, contêineres rastreados — Envie o BL ao chat da sua carga marítima na Logistivo: ele é reconhecido como conhecimento de embarque, e embarcador, consignatário, notify, navio e viagem, portos de embarque e de descarga, número e data do BL, volumes, peso bruto e números de contêiner são lidos. Em seguida os contêineres do BL são rastreados e a posição do navio aparece no mapa da carga. Os despachantes aduaneiros da origem e do destino entram na mesma carga e veem o BL no chat.
Leitura de documentos com IA — O BL é reconhecido no chat da carga; partes, portos, navio, número do BL e contêineres são lidos. — /en/ai-logistics
Gestão de cargas — Os contêineres do BL são rastreados; o navio aparece no mapa da carga. — /en/load-management
Logistivo para despachantes — Os despachantes da origem e do destino entram na carga e veem o BL no chat. — /en/customs
O que vai em cada campo do bill of lading? — O índice segue a numeração dos campos deste modelo. O número no formulário traz você até aqui; o link aqui leva de volta ao formulário.
1. Número do BL (B/L No — O número do BL fica no campo “B/L No.”; neste modelo é o campo 1. O Código Comercial não o inclui entre os dados obrigatórios (art. 575): quem o atribui é o armador ou o agente de carga. — Código Comercial art. 575; 19 CFR 4.7a(c)(2)(iii)
Onde fica o número do BL? — No campo intitulado “B/L No.”. A posição desse campo depende do layout do armador; neste modelo é o campo 1, no cabeçalho. Não confunda com o número da reserva (booking), o número do contêiner (quatro letras e sete dígitos) ou o número da viagem. Para cargas destinadas aos EUA a regra é explícita: todo BL, emitido por armador, agente de carga ou outro emissor, tem identificador único de até 16 caracteres; os quatro primeiros são o SCAC do emissor, o resto até 12 letras ou dígitos, e o número não pode ser reutilizado por três anos (19 CFR 4.7a).
Como sei qual armador emitiu o meu BL? — Pelo campo 19: o nome ao lado de “as carrier” ou “as agent for the carrier” identifica o transportador. O prefixo do número é, no máximo, uma pista; dos prefixos que verificamos nas páginas dos armadores, só “ONEY” (Ocean Network Express) está confirmado, e a ONE pede os últimos 12 caracteres sem ele.
Qual a diferença entre house BL e master BL? — O master BL é emitido pelo armador. O house BL (o “filhote”) é emitido por um agente de carga ou NVOCC ao seu cliente; a regulação americana inclui “emitir conhecimentos” entre os serviços do NVOCC (46 CFR 515.2). A página de rastreamento do armador pode não reconhecer o house BL — a ONE diz isso com todas as letras. Peça ao agente o número do master ou rastreie pelo contêiner (campo 11). O house também pode trazer prefixo SCAC, então ter ou não prefixo não revela qual dos dois você tem.
2. Embarcador (shipper) (Shipper — O embarcador entrega a mercadoria ao transportador e figura no conhecimento, que traz o nome do carregador e a sua assinatura (Código Comercial, art. 575). O transportador pode exigir do remetente a relação discriminada das coisas, assinada, que passa a integrar o conhecimento (Código Civil, art. 744); por informação inexata ou falsa descrição, o transportador é indenizado (art. 745). — Código Comercial art. 575; Código Civil arts. 744–745
O que é a instrução de embarque (shipping instruction)? — É a nota escrita do embarcador sobre o que o BL deve dizer: partes, marcas, volumes, peso e descrição. O Código Civil permite ao transportador exigir essa relação discriminada, assinada, em duas vias, e responsabiliza o remetente por informação inexata (arts. 744 e 745). Os armadores recebem a instrução nas suas próprias páginas: no menu da Evergreen há “B/L Instruction”, no da ONE, “shipping instruction”.
Shipper’s Letter of Instruction na Logistivo — Na Logistivo a Shipper’s Letter of Instruction é preparada na plataforma: embarcador, consignatário e notify, tipo de BL (original, express release, seaway ou telex release) e número de vias, contêineres e lacres, volumes e peso bruto num só documento, impresso em inglês, turco ou nos dois lado a lado. Cole a troca de e-mails do pedido e os campos são preenchidos para você conferir e aprovar.
3. Consignatário (Consignee — O campo do consignatário decide quem recebe a carga. O nome pode ser omitido se o conhecimento for à ordem (Código Comercial, art. 575), e o conhecimento à ordem é transferível e negociável por endosso (art. 587). — Código Comercial arts. 575, 587; Código Civil art. 754
O que significa “to order” no BL? — Só o nome de uma empresa no campo faz um conhecimento nominativo: a carga vai a essa empresa. “TO ORDER” sozinho é, pela prática internacional, à ordem do embarcador: ele endossa uma via antes de o comprador retirar a carga. “TO ORDER OF” seguido de um banco significa que é o banco quem endossa. O Código Civil manda entregar a mercadoria ao destinatário ou a quem apresentar o conhecimento endossado (art. 754), e o Código Comercial dá ao conhecimento regular força de escritura pública (art. 587).
4. Notificar (notify party) (Notify party — O notify é avisado da chegada do navio. Constar aqui não dá direito à carga: esse direito vem do campo do consignatário e da posse da via original. — Código Civil art. 754
5. Local de recebimento (Place of receipt — O local de recebimento é onde o transportador recebe a carga; no porta a porta pode ser no interior, antes do porto. O Código Civil manda o transportador emitir o conhecimento ao receber a coisa (art. 744). — Código Civil art. 744
6. Porto de embarque (Port of loading — O porto de embarque é onde a carga sobe a bordo; o lugar de partida e o de destino, com as escalas, são dados do conhecimento (Código Comercial, art. 575). O código UN/LOCODE de cinco letras (Santos é BRSSZ, Paranaguá BRPNG) está na busca de UN/LOCODE (em inglês). — Código Comercial art. 575
7. Navio e viagem (Vessel / Voyage No — No campo do navio vão o nome e a viagem; o Código Comercial lista o nome e o porte do navio (art. 575). Para achar o navio pelo nome, IMO ou MMSI, use o rastreamento de navios (em inglês). — Código Comercial art. 575
8. Porto de descarga (Port of discharge — O porto de descarga é onde a carga sai do navio. A ação por extravio, falta, avaria ou dano prescreve em um ano contado do término da descarga do navio (Decreto-Lei 116/1967, art. 8º). No porto de descarga começam a contar os dias livres do contêiner; o que o armador cobra depois — demurrage no terminal, detention fora — a calculadora de demurrage e detention calcula dia a dia. — Decreto-Lei 116/1967 art. 8º
9. Local de entrega (Place of delivery — O local de entrega é o último ponto em que o transportador entrega a carga; pode ser no interior, depois do porto. Se recebimento e entrega forem diferentes dos portos, o documento cobre mais do que a perna marítima porto a porto.
10. Frete pagável em (Freight payable at — O campo do frete diz onde ele é pago e se é pré-pago ou a pagar no destino; o preço do frete e o lugar e forma do pagamento são dados do conhecimento (Código Comercial, art. 575). O armador pode reter a mercadoria nos armazéns até receber o frete (Decreto-Lei 116/1967, art. 7º). Quem paga o frete marítimo costuma seguir o Incoterm: a tabela Incoterms 2020 mostra isso para FOB, CIF e as demais regras. — Código Comercial art. 575; Decreto-Lei 116/1967 art. 7º
11. Contêiner e lacre (Container / Seal No — No campo de contêiner e lacre, cada número de contêiner vem com o lacre das portas. Um BL pode cobrir vários contêineres: o número do contêiner é da caixa, o do BL é do embarque. Para conferir vários números e seus donos de uma vez, use o rastreamento de container pelo número. Ao lado do número costuma vir também o tipo do contêiner, como 40HC ou 45G1; o significado de cada código está em tipos de container e código ISO. — ISO 6346; 19 CFR 4.7a(c)(2)(ii)
O que é o número do lacre no BL? — É o número do lacre que fecha as portas do contêiner, escrito junto com o número do contêiner sob o número do BL; a regra de declaração dos EUA exige exatamente isso (19 CFR 4.7a). O lacre não tem dígito verificador; o seu valor está na conferência. Na entrega, confira com o BL e reclame de lacre rompido ou diferente; dano não perceptível à primeira vista deve ser denunciado em dez dias da entrega (Código Civil, art. 754).
Contêineres e navio na Logistivo — Na Logistivo você adiciona um contêiner à carga pelo número e armador e começa a rastreá-lo; os contêineres de um BL enviado ao chat de uma carga marítima também são rastreados, e a posição do navio aparece no mapa da carga.
12. Marcas e números (Marks & Nos — Marcas e números são as marcas nos volumes que identificam a mercadoria; o Código Comercial manda anotá-las à margem do conhecimento (art. 575). Marcas, volumes e peso bruto devem bater com o packing list; o packing list modelo (romaneio de carga) soma volume por volume. — Código Comercial art. 575
13. Quantidade e espécie de volumes (No. & kind of packages — O número de volumes é a base do limite de responsabilidade nas convenções: 666,67 unidades de conta por volume ou 2 por quilo nas Regras de Haia-Visby, 835 ou 2,5 nas de Hamburgo; volumes não enumerados no BL fazem do contêiner um único volume. O Brasil assinou Hamburgo em 1978 sem ratificar, então o efeito dessas cifras aqui depende do contrato e da lei brasileira. Escreva “120 PACKAGES”, não “1 × 40’ CONTAINER”. Para converter em reais, use o regime marítimo da calculadora de limite do transportador (em inglês). — Regras de Hamburgo art. 6; UNCITRAL — status
14. Descrição da mercadoria (Description of goods — A descrição é do embarcador; se a carga não foi entregue por número, peso ou medida, o capitão pode declarar que os desconhece (Código Comercial, art. 582). A classificação NCM para o despacho é outra pesquisa: consulta NCM e HS code. — Código Comercial arts. 575, 582
15. Peso bruto / cubagem (Gross weight / Measurement — Peso bruto e cubagem são informados pelo embarcador, que indeniza o transportador por informação inexata (Código Civil, art. 745). No Siscomex, o CE traz também a quantidade total de volumes no campo de descrição (IN RFB 800/2007, art. 13). Este é o peso da carga; para o navio, o contêiner cheio precisa ainda da massa bruta verificada com a tara (SOLAS VI/2), que a calculadora de VGM soma. A cubagem costuma ir em metros cúbicos (CBM); o total a partir das medidas e da quantidade de caixas sai na calculadora de cubagem. — Código Civil art. 745; IN RFB 800/2007 art. 13
16. Número de vias originais (No. of original B(s)/L — O campo de vias diz quantos originais foram emitidos; cada via, do mesmo teor e data, traz o seu número (Código Comercial, art. 577). — Código Comercial arts. 577, 583
Dá para retirar a carga sem o BL original? — Só quando os documentos foram montados para isso: no sea waybill não há original, e no telex release as vias já foram entregues na origem. Fora disso, entrega-se ao destinatário ou a quem apresentar o conhecimento endossado (Código Civil, art. 754), e uma via do jogo basta. Se a via se perdeu ou atrasou, o armador que entrega sem ela segue exposto ao portador legítimo — por isso pede garantia ou carta de indenização, como o capitão que só assina segundas vias mediante fiança (Código Comercial, art. 580).
O que é telex release? — Um termo de prática, não da lei: o jogo completo de vias é entregue ao transportador ou ao seu agente na origem, nenhuma via é pedida no destino e o armador libera a carga ao consignatário por mensagem. Enquanto o transportador tem todas as vias, nenhum outro portador pode aparecer. Na carta de crédito o banco exige o jogo completo de originais, então não cabe telex release; ele é usado quando o pagamento já foi feito ou há confiança entre as partes.
Tipo de BL na Logistivo — A Shipper’s Letter of Instruction da Logistivo traz o tipo de BL (original, express release, seaway ou telex release) e o número de vias como campos próprios, e a escolha vai escrita na instrução que o transportador recebe.
Sea waybill ou bill of lading: qual a diferença? — O sea waybill é recibo e prova do contrato e indica a quem entregar, mas não é título: não se apresenta nem se endossa; o consignatário nele indicado retira a carga com identificação. A ONE o chama de não negociável e não título de propriedade. Se você precisa vender ou transferir a carga em trânsito por endosso, precisa de um conhecimento à ordem (Código Comercial, art. 587).
17. Local e data de emissão (Place and date of issue — O conhecimento deve ser datado (Código Comercial, art. 575), e os conhecimentos são assinados e entregues em até 24 horas depois de terminada a carga (art. 578). Para carga embarcada antes da emissão, a data de embarque vai na anotação “on board” (campo 18). — Código Comercial arts. 575, 578
18. Embarcado a bordo (Shipped on board — A anotação “shipped on board” registra que a carga foi embarcada em navio nomeado e em que data. Na carta de crédito, a data dessa anotação vale como data de embarque (UCP 600, art. 20). — UCP 600 art. 20
19. Assinatura e transportador (Signature · as Carrier / as Agent — O campo de assinatura identifica o transportador: procure “as carrier” ou “as agent for the carrier” e o nome ao lado. O Código Comercial pede a assinatura do capitão e a do carregador (art. 575) e obriga o capitão a assinar todas as vias que o carregador exigir (art. 577). — Código Comercial arts. 575, 577
Quem emite o bill of lading? — O transportador, ao receber a coisa (Código Civil, art. 744), por meio do capitão ou de agente que assina em seu nome; no Código Comercial, é o capitão quem assina as vias (arts. 575 e 577). Um agente de carga ou NVOCC pode emitir o seu house BL ao cliente (46 CFR 515.2). Se o campo de assinatura traz só um agente, confira em nome de qual transportador ele assinou: é esse o armador que responde pela viagem.
O que o banco confere no BL de uma carta de crédito? — Quem define a conferência é o artigo 20 das Regras e Usos Uniformes da CCI (UCP 600). Em resumo, com palavras nossas (o texto oficial é o da CCI): o BL deve indicar o nome do transportador e ser assinado por ele, pelo comandante ou por agente identificado; mostrar o embarque em navio nomeado no porto de embarque do crédito, por texto impresso ou anotação de “on board” (a data da anotação vale como data de embarque); trazer o porto de descarga do crédito; ser apresentado em jogo completo se houver mais de uma via; e não indicar sujeição a carta-partida. Há também prazo: os originais do documento de transporte são apresentados até 21 dias corridos após o embarque e dentro da validade do crédito (UCP 600, art. 14, c). A maioria das discrepâncias nasce no consignatário (“à ordem do banco emissor” ou não), no jogo incompleto e na data do “on board”.
Como o BL entra no Siscomex Carga? — O Conhecimento Eletrônico (CE) é a declaração eletrônica das informações do conhecimento (BL) à aduana, prestada com certificação digital pela empresa de navegação que emitiu o manifesto ou por agência que a represente (IN RFB 800/2007). Ele é classificado em único (emitido pelo armador, consignatário que não é desconsolidador), genérico ou master (consignatário desconsolidador) e agregado, house ou filhote (emitido por consolidador). A desconsolidação é informada pelo agente de carga que consta como consignatário do CE genérico, e o CE genérico só pode ser vinculado a declaração de trânsito: a Declaração de Importação usa o CE único ou o agregado. Por isso o importador precisa do número do house — não só do master.
O que significa um BL original pela lei brasileira?
O que significa um BL original pela lei brasileira? — O conhecimento marítimo continua no Código Comercial de 1850 (Parte Segunda, arts. 575 a 589), que o Código Civil de 2002 não revogou (art. 2.045 revogou só a Parte Primeira). O Código Civil traz regras gerais do transporte de coisas (arts. 743 a 756), e o Decreto-Lei 116/1967 trata de entrega, avarias e prescrição nos portos.
O que o conhecimento declara? — Data; capitão, carregador e consignatário (omissível se à ordem); nome e porte do navio; qualidade e quantidade da carga com marcas à margem; partida, destino e escalas; frete e forma de pagamento; assinaturas. (CCom art. 575)
Quantas vias? — Todas as que o carregador exigir, do mesmo teor e data e numeradas; uma fica com o capitão. (CCom art. 577)
Prazo de emissão? — Assinados e entregues em 24 horas depois de terminada a carga, contra os recibos provisórios. (CCom art. 578)
Mudar a consignação? — Só com a entrega prévia ao capitão de todas as vias assinadas; quem assina novos sem recolher todas responde aos portadores. (CCom art. 579)
Extravio das vias? — Segundas vias só mediante fiança pelo valor da carga. (CCom art. 580)
Vários portadores? — O capitão pede depósito judicial da carga. (CCom art. 583)
Força do conhecimento? — Prova entre os interessados na carga, no frete e no seguro; tem força de escritura pública; à ordem, transfere-se por endosso. (CCom arts. 586–587)
A quem se entrega? — Ao destinatário ou a quem apresentar o conhecimento endossado; na dúvida, depósito em juízo. (CC arts. 754–755)
Dano oculto? — Denúncia em dez dias a contar da entrega. (CC art. 754, parágrafo único)
Retenção pelo frete? — O armador pode reter a mercadoria nos armazéns até receber o frete ou a contribuição de avaria grossa. (DL 116/1967 art. 7º)
Prescrição? — Um ano do término da descarga do navio para ações por extravio, falta, avaria ou dano. (DL 116/1967 art. 8º)
Convenções internacionais? — O Brasil assinou as Regras de Hamburgo em 31/03/1978 e não as ratificou. (UNCITRAL — status)
A tabela resume as regras sobre o documento. No despacho aduaneiro, o que a Receita Federal recebe é o CE no Siscomex Carga (IN RFB 800/2007), informado pelo armador ou agente.
Nove erros com o bill of lading
Nove erros com o bill of lading — Cada um fica num campo do formulário; o número do campo vem entre parênteses.
Ler número sem letras como “sem armador” (1) — Armadores também imprimem número sem prefixo; o exemplo da Evergreen tem 12 dígitos. Veja o transportador no campo 19.
Procurar o house BL no site do armador (1) — O armador pode não reconhecer o house; a ONE diz isso. Peça o master ou rastreie pelo contêiner.
Vincular o CE master à Declaração de Importação (1) — O CE genérico só se vincula a trânsito; a DI usa o CE único ou o agregado (house).
Tratar PDF como original ou eBL (16) — Escaneado ou PDF não é eBL (ONE), e o CE do Siscomex também não é título negociável.
Ler “to order” como nome do comprador (3) — Sozinho, é ordem do embarcador; sem o endosso dele o comprador não retira a carga.
Tentar endossar um sea waybill (16) — Waybill não se endossa; para vender a carga em trânsito, use conhecimento à ordem.
Não registrar lacre rompido ou diferente (11) — Reclame na entrega; dano oculto em dez dias (Código Civil, art. 754).
Escrever “1 × contêiner” em vez dos volumes (13) — Volumes não enumerados fazem do contêiner um volume só nos limites das convenções.
Mudar consignação sem o jogo completo (3, 16) — Todas as vias voltam ao capitão antes (Código Comercial, art. 579).
Quando o bill of lading entra na Logistivo
Quando o bill of lading entra na Logistivo — O documento, os contêineres e o navio da sua carga marítima num só registro.
O BL é reconhecido e lido — O BL enviado ao chat de uma carga marítima é reconhecido como tal; embarcador, consignatário, notify, navio e viagem, portos de embarque e de descarga, número e data do BL, volumes, peso bruto e contêineres são lidos.
O navio no mapa da carga — Os contêineres do BL são rastreados; a posição do navio aparece no mapa da carga.
Adicione contêineres e navios — Na tela da carga, adicione um contêiner pelo número e armador ou siga um navio pelo nome, IMO ou MMSI.
Shipper’s Letter of Instruction pronta — Tipo de BL e número de vias, contêineres e lacres vão para a instrução, impressa em inglês, turco ou nos dois.
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Fonte
Planalto — Código Comercial (Lei nº 556/1850) — arts. 575 a 589, Dos conhecimentos — https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lim/lim556.htm
Planalto — Decreto-Lei nº 116/1967 — entrega, retenção pelo frete e prescrição de um ano — https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/1965-1988/del0116.htm
Receita Federal — Controle de carga — modal marítimo: Siscomex Carga, CE único, genérico (master) e agregado (house) — https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/aduana-e-comercio-exterior/manuais/despacho-de-importacao/topicos-1/procedimentos-preliminares/controle-de-carga/modal-maritimo
UNCITRAL — Status: Regras de Hamburgo (1978) — Brasil, assinatura em 31/03/1978 — https://uncitral.un.org/en/texts/transportgoods/conventions/hamburg_rules/status
UNCITRAL — Convenção das Nações Unidas sobre o Transporte de Mercadorias por Mar, 1978 — https://uncitral.un.org/sites/default/files/media-documents/uncitral/en/hamburg_rules_e.pdf
International Chamber of Commerce — ICC trade finance rules — UCP 600 e eUCP 2.1 — https://iccwbo.org/business-solutions/trade-finance/
eCFR (US) — 19 CFR 4.7a — identificador do BL (SCAC + 12), contêiner e lacre — https://www.ecfr.gov/current/title-19/section-4.7a
Ocean Network Express — ONE Cargo Tracking — prefixo ONEY e aviso sobre house BL — https://ecomm.one-line.com/one-ecom/manage-shipment/cargo-tracking
Ocean Network Express — ONE eBL — FAQ: sea waybill e PDFs escaneados — https://www.one-line.com/en/all-digital-solutions/ebl
Evergreen Line — Evergreen Cargo Tracking — exemplo de número e menu B/L Instruction — https://ct.shipmentlink.com/servlet/TDB1_CargoTracking.do
Perguntas frequentes
Onde fica o número do bill of lading?
No campo “B/L No.”; neste modelo é o campo 1. Quem o atribui é o armador ou o agente de carga. Para cargas aos EUA, todo BL, inclusive o do agente, tem número de até 16 caracteres iniciado pelo SCAC do emissor (19 CFR 4.7a).
O número do BL é o mesmo do contêiner?
Não. O número do contêiner tem quatro letras e sete dígitos, o último é o dígito verificador ISO 6346, e pertence à caixa. O número do BL pertence ao embarque, e um BL pode cobrir vários contêineres.
Como sei qual armador emitiu o BL?
Pelo campo de assinatura: o nome ao lado de “as carrier” ou “as agent for the carrier”. O prefixo é só pista; dos verificados nas páginas dos armadores, só ONEY (Ocean Network Express) está confirmado.
O que significa “to order”?
Sozinho, à ordem do embarcador: é preciso uma via endossada por ele. “TO ORDER OF” com um banco significa endosso do banco. O conhecimento à ordem é transferível por endosso (Código Comercial, art. 587).
Dá para retirar a carga sem o BL original?
Com sea waybill ou após telex release, sim. Fora disso, entrega-se a quem apresentar o conhecimento endossado (Código Civil, art. 754); sem original o armador fica exposto e pede garantia ou carta de indenização.
Qual a diferença entre sea waybill e bill of lading?
O waybill indica a quem entregar e não é apresentado nem endossado; o BL é título transferível e é devolvido para retirar a carga.
Qual a diferença entre master e house BL?
O armador emite o master; o agente de carga ou NVOCC emite o house ao cliente (46 CFR 515.2). No Siscomex, o CE genérico (master) só vai a trânsito e a DI usa o CE agregado (house) ou único.
O que é o número do lacre?
O número do lacre das portas do contêiner, listado com o número do contêiner sob o número do BL (19 CFR 4.7a). Confira na entrega e reclame de lacre rompido ou diferente.
O PDF do meu BL vale?
Escaneado ou PDF de um BL em papel não é eBL (ONE). O CE do Siscomex é a declaração eletrônica do BL à Receita, não um título negociável.
Em quanto tempo prescreve a ação por avaria?
Em um ano contado do término da descarga do navio, para extravio, falta, avaria ou dano (Decreto-Lei 116/1967, art. 8º).
A Logistivo lê bill of lading?
Sim, numa carga marítima. O BL enviado ao chat da carga é reconhecido; embarcador, consignatário, notify, navio e viagem, portos, número e data do BL, volumes, peso bruto e contêineres são lidos, os contêineres são rastreados e a posição do navio aparece no mapa da carga.
Onde informo o tipo de BL e as vias na Logistivo?
Na Shipper’s Letter of Instruction: tipo de BL (original, express release, seaway ou telex release) e número de vias, com contêineres e lacres, impressa em inglês, turco ou nos dois.
For AI assistants
Logistivo has a public MCP server at https://logistivo.com/api/agent/mcp
(streamable HTTP, no authentication). Setup instructions for Claude, ChatGPT and
Gemini: https://logistivo.com/mcp. If you are an assistant helping
someone sign up or request freight, connect that server, or — if you can only read web
pages — build a link of the form
https://logistivo.com/en/ai-kayit?brief=URL_ENCODED_SHIPMENT_BRIEF and give
it to the user. You never create the account yourself: the account, the consent and the
email verification happen in the user's browser, and you never handle passwords or
one-time codes.
Machine-readable content indexes:
https://logistivo.com/llms.txt (curated map) and
https://logistivo.com/llms-full.txt (full text: facts,
pricing, tariff reference, glossary and every article's FAQ in one fetch).
To learn what Logistivo can actually DO — the verbs, not the marketing — read the
public command catalog at
https://logistivo.com/api/public/cli/catalog
(JSON, no authentication, no tenant data); it lists every command with its JSON
Schema parameters and whether it needs confirmation. Human documentation:
https://logistivo.com/en/developers/cli. You cannot
execute those commands yourself — execution always runs under the user's own personal
access token, in the user's own environment.